« Ela chegou às bombas de gasolina e saiu nessa paragem. Estava um pouco a chover. Ele já lá estava à espera dela com um amigo que se foi embora logo a seguir. Ela beijou-o e ele correspondeu. Abriu o guarda-chuva e protegeu-os. Ele, apesar de estar magoado pelo acidente de há dias atrás, segurou o seu chapéu e caminharam juntos até ao banco ali perto. Ela sentou-se e ele foi para a fila à espera. Ele olhou para ela com aquele olhar terno que só ele tinha quando a olhava e ela retribuiu o olhar da mesma forma. Era de todo evidente o que ambos sentiam um pelo outro. Depois de saírem do banco foram ao café pedir uma sopa para ele, porque ele ainda não tinha almoçado. Chegaram a casa, foram para a cozinha e sentaram-se. Ele começou a comer a sopa e ela fixou-o. Ele perguntou-lhe porque estava a olhar assim para ele. Ela apenas respondeu que apenas o estava a observar. Mas não, ela além de estar a observá-lo a comer, estava a ver mais do que isso. Estava a pensar no quanto o amava, como seria possível estar ali após tanto tempo. No fim da refeição, deitaram-se e ficaram abraçados. (...) Ela despediu-se dele, olhou uma última vez para ele e seguiu o seu caminho debaixo do céu chuvoso. No comboio para casa recebeu a mensagem 'Amo-te princesa' e sorriu. Mal sabia ela que iria ser a última vez que o via. »
Sem comentários:
Enviar um comentário