Desde há algum tempo para cá, cerca de meio ano, ouço muito as pessoas virarem-se para mim do género 'que tens? estás murcha', pois estou, claro que estou, mas nem me atrevo a dizê-lo. Faltas-me tu. Não és uma pessoa qualquer na minha vida. Quando nos morre um ente querido, é normal que fiquemos tristes, em baixo, angustiados e com algum nível de impotência. Tu não morreste, não aparentemente nem fisicamente, mas sim no meu coração. Não porque eu assim o quisesse mas porque teve mesmo que ser. A verdade é que te sinto ausente, tal como muita gente que passou na minha vida. Mas tu, és tu. A pessoa que mais considerei perto de uma irmã. No entanto, há muito tempo que não reparas que eu existo, que sofro por não te ter presente. É como este blog, se não te der o link, tu não tens maneira de aceder e nem sabes que escrevo para ti. Houve uma vez que tive a excelente ideia de te dar a ler um texto já antigo que te escrevi e sei que gostaste. Mas tal como a fita que te escrevi, tu não prestaste atenção a nada do que lá estava. Não soubeste interpretar cada palavra e não soubeste guardá-las. Agora não faço ideia como estás, nem tu fazes ideia de como estou. Só quero que saibas que parte de mim se foi contigo, porque os laços que criei contigo na minha cabeça e no meu coração, jamais serão totalmente quebrados. Bastava estares presente para eu sorrir e dizer as maiores barbaridades e piadas, ao ponto de me rir de mim própria. Só sei que me ria com facilidade e agora me sinto fechada sequer para me apegar a alguém como me apeguei a ti, simplesmente não consigo.

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