Podia passar horas e horas a descrevê-lo, podia encher páginas inteiras sobre a pessoa dele, mas tudo o que dissesse não seria suficiente para descrevê-lo na totalidade. É como termos muita coisa e tudo isso não fosse suficiente. É interminável toda a paciência que ele tem comigo, mal sabe ele das muitas vezes que me fui abaixo sozinha. Na minha consciência sei bem o que é certo e o que é errado, mas parece que isso ainda me custa aceitar, principalmente no coração. E o coração saber ouvir-me? Ou será a minha cabeça que tem poder sobre mim e me afecta o coração? Acho que as férias vêm mesmo a calhar. 5 semanas vai ser mais que suficiente, podem tornar-se sufocantes longe dele e o meu coração pode vaguear e sentir-se perdido. A meu ver secalhar 2 semanas chegariam para meter a cabeça em ordem... Ou talvez seja pouco e 5 semanas seja mesmo pouco também. Logo veremos!
Ando a adiar dias e mais dias até lhe contar. Ele sabe que há algo que tenho de lhe contar, mas respeita esse tempo. Talvez eu precise desse tempo para me preparar, para preparar a forma como lhe deva contar, visto que costumo ser directa e isso por vezes é duro para quem ouve, porque não tenho muitas vezes noção da forma como digo as coisas. Ele não é de se magoar com facilidade. Tem sido um excelente namorado, o melhor que alguma vez tive! Será que adio porque não lhe consigo dizer o inevitável? Que apesar de o amar, sinto falta de outra pessoa? E pensam vocês que isso não é possível, mas claro que é possível! Passei 2 anos a sentir falta dessa pessoa. Isso não significa que queira essa pessoa, mas sim que me preocupo apenas com quem não devia e que nem merece o chão que pisa. Secalhar não é compreensível, mas passei demasiado tempo com essa pessoa e apartir do momento que tive a certeza que não mais poderia voltar atrás, isso sufocou-me um bocado. Era como voltar a casa e para ele sou 'és alguém da familia mas ausente', disse-me uma vez. No dia em que o vi pela última vez, já fez 8 meses, não fazia ideia que seria a última vez que o veria, afinal estava tudo bem. Mas o facto de não ter percebido o que aconteceu, ainda me faz hoje pensar...
Tenho uma missão nestas férias: ser suficientemente forte e ultrapassar de vez isso, sem pensar em porquês, sem pensar como é possível alguém que sempre nos amou ser tão orgulhoso ao ponto de deixar fugir tudo. Passaram 2 anos e ele continua sozinho. Porquê? É algo que no final destas férias não quero pensar, o porquê. E outra missão importante: Pensar em mim e como sou feliz, sem fantasmas a atormentar-me o juízo!

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