Quando te escolhi, era um passo que eu seguia em frente e sabia o que estava a deixar para trás. Pensei, porque não? Continuar a alimentar uma depressão para quê? Escolher-te foi como um enigma para mim, transmitias-me uma boa imagem, tranquilidade, mas não te conhecia suficientemente bem. Não me surpreendeste muito, a tua personalidade foi o que me atraiu em ti, a forma como falavas, como pronunciavas cada palavra, como conseguias compreender tão bem cada palavra minha, como mostraste a maneira como pensas, tudo. Algo nasceu. Não uma coisa qualquer, mas sim algo que desde o inicio sabia e pressentia que é demasiado forte para se desperdiçar. É nisso que eu penso quando dúvidas no coração tomam conta de mim, não sobre o que nasce por ti, mas sim o que ainda lá está... Será que é medo? Mesmo quando remexi o passado e te contei o capítulo da minha vida que tinhas que saber, tu não me julgaste. Confias em mim porque sabes que não farei o mesmo. Estás tão certo do que sentes, que isso me transmite algum receio. Será que não estás iludido? Eu já vi esse olhar, já ouvi essas palavras, já vi essas atitudes, cada um à sua maneira, mas é isso que me faz ter medo. Veremos.
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