Às vezes tudo o que parece simples e fácil, não o é realmente. Quando tudo parece encaminhar-se, desvaneces-te no mais breve fechar de olhos. No entanto, quando fecho os olhos, és tu que eu vejo, a sorrir para mim, mas a realidade está longe e vai estar cada vez mais. Tu conheces-me tão bem, és demasiado inteligente e secalhar sem te aperceberes percebes exactamente a minha 'jogada'. Não é um jogo qualquer, nem uma jogada com más intenções, antes pelo contrário, não tem nada de errado. Tu queres ir-te embora, mas não sei até que ponto o queres, eu quero que fiques, tu sabes, apesar de não o dizer, nem vou dizê-lo, porque não era certo pedir-te para ficares. Além de levar um NÃO redondo, iria sufocar o resto dos meus dias, a ouvir-te dizer isso. Então prefiro estar contigo, fazer-te ver como somos importantes e como te posso fazer feliz. Mas tu, volto a dizê-lo, és demasiado inteligente, porque sabes perfeitamente que te iria custar mais ires-te embora ao apegares-te a mim, então preferes desprezar-me a maior parte do tempo. Nunca pensei que fosse tão difícil lidar contigo agora, apanhaste-me desprevenida, pois nem sequer me deixas 'jogar'. Estou aqui sem te ver há uma semana e meia, todos os dias tento falar contigo e tu pouco ou nada falas, evitas falar por não te quereres comprometer, devido ao tempo que não sabes que vais estar fora. Será que ires para fora trabalhar, quando o podes continuar a fazer cá, mesmo que recebas menos, é mais importante neste momento? Será que estou a ser egoísta em desejar para que fiques aqui, comigo? Não pretendo desistir, mas estes dias têm sido duros, quando acho que já não tenho forças para aguentar, aguento-me sempre, porque tem que ser assim. Depois há aqueles pensamentos de morte, que passam pela cabeça de alguém que sofre e ainda se levanta sozinha nem se sabe como...
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