Recordo-me de muitas conversas que tivemos, sérias ou a brincar, sempre te esforçaste por ser sincero comigo. Sei que era díficil para ti, embora me quisesses fazer crer que não o era, que bastava me teres ao lado para não fracassares, que só a mim te querias prender... Hoje sei que não passaram de meras palavras de momento, porque se fosse verdade, estarias ainda comigo e não terias fraquejado.
Lembro-me de te reconhecer ao longe, ficava tão nervosa por saber que te ia ter por perto, até que por vezes tinha medo de não saber o que te dizer, também tinha receio do que poderias pensar de mim. Adorava apenas ver-te e adoro, sinto-me envergonhada como uma miúda que tem a sua primeira paixoneta, não consigo olhar-te, porque sei que se te olho directamente, os meus olhos brilham até ao momento que a alma lembra o que o coração não quer ver e o meu sorriso apagar-se-ia num segundo. Tento olhar-te superficialmente, mas há barreiras que ainda se quebram e me deixam desarmada.
Gostava que soubesses o quanto sinto por ti, mas sei que não seria certo saberes, porque tudo o que escrevo torna-se sem sentido por não te ter a meu lado. Quero que saibas que te desejo a maior força do mundo e tenho esperança que um dia consigas ultrapassar e deixar para trás tudo o que ainda te prende. Se estarei aqui ou não, será uma incógnita.
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