Há momentos que me sinto perdida, com vontade de fugir não sei para onde e com que intenção. Sinto-me a vaguear de novo perdida num sonho, um sonho que na realidade não existe. Olho para todos os lados e não vejo o que procuro. Talvez nem sequer procure algo certo, mas sei com certeza que procuro o meu caminho no meio de tantos outros que se cruzam com o meu. É como estar num labirinto. Chego a uma bifurcação e tenho que decidir se opto pelo lado esquerdo ou pelo lado direito ou até mesmo seguir em frente. Às vezes tenho que fazer desvios, nem sempre os melhores, mas se optasse por outro caminho também não sei se seria o mais correcto. Sei que por vezes choro por não saber o que o amanhã me reserva, no fundo choro por medo. Mas o que seria uma vida sem experimentar o medo? Quem tem medo, tem vida, tem coragem de enfrentá-lo. Ao longo da vida aprendemos com os erros. Lembro-me de ser tantas vezes precipitada até ao dia que fui confrontada com isso. Cometi um erro. Naquele momento não tive reacção, apenas chorei pela desilusão e a dor que me causava, foi demasiado duro deparar-me com a realidade. Mais tarde lembro-me de pensar no erro que cometera e associá-lo à minha vida. Durante dias a fio, eu vi-me confrontada com esse erro numa imagem desfocada do que acontecera. Reflecti e rezei para que não voltasse a acontecer. De novo, desafiei o diabo em como era capaz de atravessá-lo, guiei o meu medo e enfrentei-o. Vi-me tentada a ficar no mesmo sítio e não avançar, mas tinha que o fazer. Consegui, a coragem e o medo andaram de mãos dadas, mas há que saber separá-las no devido momento. Chega de precipitações, de medos, de angústias. A força existe dentro de nós e seja qual for a nossa escolha, será sempre posta à prova.
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