Encontro-me no mar, tão perto de uma folha pronta a ser escrita e a ser devorada pelas palavras que tanto busco por escrever em pensamento. Não existem palavras totalmente certas para exprimir totalmente um sentimento. Foste como o vento que veio e se foi, a brisa suave que me refrescou a cara e fez-me lembrar breves momentos. Tudo o que agora quero com esta folha em branco, é navegar nela, mergulhar na sua profundidade, abrir o meu coração e dizer o que me vai na alma. Escuto cada onda na mais simples melodia, olho o seu brilho, a sua intensidade, está um tempo calmo. Vejo o meu reflexo, procuro o que não encontro, tento explicar o que não há para explicar, sinto obstáculos que não deviam existir, percorro o caminho que não é para percorrer, só para chegar a mim mesma. Nunca poderia afirmar que o mar é um labirinto, porque aonde quer que vá, todo o mar é caminho possível, pode é não ser o caminho certo.

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