"Dado o volume de trabalho do Sr. PP, a sua ligação à ex-namorada e a minha recém descoberta capacidade de não deixar a minha vida em suspenso enquanto esperava que ele se organizasse, acabámos os dois por deixar de nos contactar por telefone ou correio electrónico.
Anteriormente, eu teria deixado tudo nas mãos do destino. Se estiver destinado, há-de acontecer, pensava e dizia eu, enquanto verificava o telefone, o telemóvel e o correio electrónico várias vezes por minuto. Com o Sr. PP, cheguei à conclusão de que tinha dado o meu melhor, (...), e, se ele estava demasiado ocupado ou envolvido com a ex-namorada para entrar em contacto comigo, eu nada podia fazer. Era a vantagem de dar o meu melhor: podia voltar as costas, de consciência e memória limpas. Era impossível mudar as coisas, alterá-las por mera força de vontade, agarrar-me a uma relação que há muito tinha os dias contados. Só gostava de ter aprendido isso há mais tempo. Podia ter evitado muitos desgostos, lenços de papel desperdiçados (...)."
Dorothy Koomson - "O amor está no ar"

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