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Passeio sem rumo na praia, não sei o caminho, mas continuo a caminhar. Cada pegada que deixo na areia molhada, é mais um passo que dou na minha vida. Está maré cheia. A água gelada molha-me os pés, mostrando uma das minhas maiores fraquezas. O sentir-me derrotada sem explicação, com vontade de desistir de tudo e todos. Pego na água do mar com ambas as mãos e é para lá que olho e vejo o meu reflexo. Por mais vazia que me sinta de momento, os meus olhos continuam a ter esperança, a esperança que desespero por encontrar dentro de mim, as forças que mais preciso para viver este tempo de tempestade que se aproxima e apodera-se de mim muitas das vezes que me encontro sozinha, sem ninguém à volta. É aí que sei viver a minha dor, chorar e acalmá-la. Pois não há mais opções.
P.

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