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O amor, meu querido, é uma armadilha, do qual nenhum de nós vai sair ileso. Sei que o que escrevo é para mim, porque quando se escreve não quer dizer que se escreva para alguém. No entanto, quando se escreve para alguém, também estamos a escrever para nós próprios. Quando choro, choro por mim, e muito raramente choro por alguém. O destino, uma palavra imprevísivel, traz-nos muitas vezes surpresas, em que neste caso diria solidão.
"A minha solidão era de outro tipo, mais profunda e dolorosa, aquela que sentem as almas que acreditam já terem encontrado a sua gémea e, no entanto, a vida, as circunstâncias, o destino ou a falta de vontade por parte do outro não permitem que a verdadeira união se realize. Essa era a solidão em que eu vivia desde que te conhecera."
Margarida Rebelo Pinto
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