Um sonho adormecido, um sonho já antigo, onde me perco no paraíso, onde o sol brilha e onde tudo é perfeito. Eu conheço a perfeição, somos nós que no fundo a criamos. A minha ideia de perfeição é simples. É igual à tua. Ou talvez não, porque secalhar nunca pensaste nisso. Mas quando um dia pensares, vais saber do que falo. Eu já a encontrei e já a perdi. Não podemos ser perfeitos para sempre. Cada um dá o melhor de si, apenas num momento e basta para se dizer que já conseguimos atingir a perfeição num só segundo. Ainda não compreendeste do que falo? Falo do sol. O sol é perfeito e simples. Ele brilhou para mim, à sua maneira e não apenas em um segundo, mas sim em vários momentos. Eu tive essa sorte e na altura pensei na sorte que tinha por puder tocá-lo e senti-lo perto de mim. Era simples, era um encaixe perfeito e simples. Mas, de um momento para o outro, o simples deixou de ser simples, para passar a ser complicado. Dia após dia, o sol tornou-se mais escuro, sombrio. Eu procurei o sol, mas não voltei a vê-lo. Ele desapareceu. O brilho desapareceu.
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